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DRAGAGENS NA ZALI DO PORTO DE AVEIRO
Agência Portuguesa do Ambiente adjudica campanha de monitorização com recurso a traçadores fluorescentes

A Agência Portuguesa do Ambiente adjudicou à Universidade de Aveiro a campanha de monitorização com recurso a traçadores da execução da “Empreitada de Dragagem dos Fundos Adjacentes e Remoção dos Inertes da ZALI-Zona de Atividades Logísticas e Industriais do Porto de Aveiro”, por 86 mil euros.

Em comunicado, a Agência Portuguesa do Ambiente salienta que a campanha de monitorização, cuja coordenação do acompanhamento técnico/científico é realizada pela Universidade de Aveiro/Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e unidade de investigação RISCO, inclui diversas componentes de monitorização entre as quais se destaca a utilização de traçadores fluorescentes, componente pioneira em Portugal. Para tal, estão em curso os trabalhos de pintura, com tinta fluorescente, das cerca de 10 toneladas de areias, para deposição na praia submersa.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, o processo de dispersão desta mancha vai ser acompanhado ao longo de várias semanas por embarcação do CESAM dotada de equipamentos para o efeito. A utilização desta tinta “não tem qualquer impacto no ambiente”, nem está sujeita a qualquer “alteração física ou química que constitua um risco para os recursos hídricos”, declara a APA.

Pretende-se assim “avaliar as direções preferenciais de transporte sedimentar e inferir, em complemento com outras componentes de monitorização, a eficiência da presente empreitada no reforço das praias adjacentes e a sul da Costa Nova”, lê-se no mesmo comunicado.

A empreitada, lançada pela Administração do Porto de Aveiro e pela Agência Portuguesa do Ambiente num investimento total de cerca de 12,2 milhões de euros, visa não só a mitigação do problema de erosão costeira como a proteção de pessoas e bens contra o desgaste e destruição provocados pela ação dos agentes hidráulicos da erosão. Pretende-se assim “provocar a rebentação da ondulação numa zona mais afastada da linha de costa”, reduzindo a respetiva “capacidade energética, e, consequentemente, o recuo da linha de costa e perda de território”, remata a Agência Portuguesa do Ambiente.

fonte
 




Data: 2020-08-12



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